quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Tudo

Todas as coisas
do mundo não
cabem numa
idéia. Mas tu-
do cabe numa
palavra, nesta
palavra tudo.
palavra tudo.
(Arnaldo Antunes)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Ainda bem que a gente se jogou

A gente tem uma história que é só nossa,
um amor que é só nosso,
uma vida que é só nossa,
uma família que é só nossa.
Tudo nosso.
E com você eu descobri que
sempre posso ir mais além.
Você me mostra umas partes que eu não conhecia.
Me mostra uma força que eu não sabia que tinha.
Um jeito maduro e ao mesmo tempo infantil
de continuar vendo a vida.
Me desarma com tanto bom humor.
Me mostra coisas que não sabia.
Me puxa para a realidade,
pois nem só de sonho se vive.
Existe uma troca bonita e, hoje, mais madura.
É que já faz mil dias, amor.
Mil dias que a gente se encontrou
e nunca mais saiu de perto um do outro.
Mil dias que ouvi o que você disse
e me atirei do precipício.
Ainda bem que a gente se jogou.
Ainda bem que você esperou por mim.
E eu por você.
(Clarissa Corrêa)
Hoje faz 365 dias que eu e meu marido
oficializamos a nossa história de perseverante amor.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Assinado Eu
Já faz um tempo
Que eu queria te escrever um som
Passado o passado,
Acho que eu mesma esqueci o tom
Mas sinto que
Eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão.
Eu sei.
Da primeira vez,
Quem sugeriu,
Eu sei, eu sei, fui eu.
Da segunda
Quem fingiu que não estava ali,
Também fui eu.
Mas em toda a história,
É nossa obrigação saber seguir em frente,
Seja lá qual direção.
Eu sei.
Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom.
Mas se é contrário,
É ruim, pesado
E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você
Me aceite como amiga,
Ainda vou te convencer.
Eu sei.
E te peço,
Me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada,
Faltou o ar,
Faltou o ar.
Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá.
E te peço,
Me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada de amor
Faltou o ar,
Faltou o ar.
(Tiê)
Esta música me lembra muito
algumas histórias de uma querida amiga...
Lindíssima canção da Tiê.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Dois
Como dois estranhos,
Cada um na sua estrada,
Nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.
E mesmo assim, queria te perguntar,
Se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
Se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?
E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
E você vai me ensinar as suas verdades
E se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo,
Eu tenho alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.
(Tiê)
Neste mês do aniversário de meu casamento
compartilho uma linda canção que embala qualquer
história de verdadeiro amor.
Gentileza não é fraqueza

Conta-se uma história de um Judeu
que trabalhava em um frigorifico na Noruega.
Certo dia ao terminar sua jornada de trabalho,
foi a uma câmara frigorifica para fazer uma inspeção,
inexplicavelmente a porta se fechou
e o fecho de segurança travou
e o trabalhador ficou preso dentro da câmara.
Bateu na porta com força,
gritou por socorro mas ninguém o ouviu,
todos já haviam saído para suas casas
e era quase impossível que alguém pudesse escutá-lo
pois a porta era muito grossa.
Já estava a quase cinco horas preso na câmara
e quanto mais o tempo passava
mais próximo da morte por congelamento ele estava.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara
e resgatou o trabalhador ainda com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
"Porque você foi abrir a porta da câmara
se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?"
Ele explicou: "trabalho nesta empresa há 35 anos,
centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias
e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã
e se despede de mim todas as tardes.
Todos os demais me tratam como se eu não existisse.
Hoje pela manhã me disse “Bom dia” quando chegou.
Eu espero por esse bom dia ou olá, todas as manhãs
e por um tchau ou até amanhã, todas as tardes.
Entretanto não se despediu de mim,
pensei que poderia estar em algum lugar do prédio
ou poderia ter-lhe acontecido algo.
Por isto o procurei e o encontrei."
ÀS VEZES NÃO NOS DAMOS CONTA
DA IMPORTÂNCIA DE UMA SIMPLES SAUDAÇÃO
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Primavera que chega
A inclinação do sol vai marcando outras sombras;
e os habitantes da mata, essas criaturas naturais
que ainda circulam pelo ar e pelo chão,
começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra,
nesse mundo confidencial das raízes,
— e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes
e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes
e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur.
Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar
as árias tradicionais de sua nação.
Pequenas borboletas brancas e amarelas
apressam-se pelos ares,
— e certamente conversam:
mas tão baixinho que não se entende.
(Cecília Meireles)
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domingo, 4 de setembro de 2011
Dia de Faxina

Estava precisando fazer uma faxina em mim...
e fiz : abrindo o armário.
Assim como jogar alguns pensamentos indesejados fora,
lavar algumas essências que andam meio que enferrujadas,
pois já não brilhavam.
Tirei do fundo das gavetas
lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões.
Papéis de presente que nunca usei,
sorrisos que nunca darei,
joguei fora a raiva e o rancor
das flores murchas que estavam
dentro de um livro que não li.
Olhei para meus sorrisos futuros
e minhas alegrias pretendidas,
e as coloquei num cantinho,
bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência,
tirei tudo de dentro do armário
e fui jogando no chão:
paixões escondidas, desejos reprimidos,
palavras horríveis que nunca queria ter dito,
mágoas de um amigo,
lembranças de um dia triste,
mas, havia lá outras coisas e belas!!!
Um passarinho cantando na minha janela...
aquela lua cor de prata que vi um
dia vi na praia,o por do sol nas montanhas...
Fui me encantando e me distraindo;
olhando para cada uma daquelas lembranças.
Sentei no chão,
para poder fazer minhas escolhas.
Joguei direto no saco de lixo
os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor
que estavam na prateleira de cima,
pois, quase não as uso e
também joguei fora no mesmo instante!
Outras coisas que ainda me magoam,
coloquei num canto
para depois ver o que faria com elas.
Se as esquecia lá mesmo
ou se mandava para o lixão.
Aí, fui naquele cantinho,
bem naquela gaveta
que a gente guarda tudo o que é mais importante:
o amor, a alegria, os sorrisos,
(...)fé
para os momentos que mais precisamos,
e sabe o que descobri ?
Que tinha um jóia lá, toda embrulhadinha,
tão rara e preciosa,
talvez o maior bem que possua.
Eu não a usava há muito tempo.
Nem sabia que a tinha mais,
tinha me esquecido.
Mas, ela estava lá
e quando eu a olhei,
ela brilhou para mim,
como sempre o fizera.
Peguei-a entre os dedos e fiquei apreciando.
Assim, entre embevecida e encantada.
Cuidei dela com muito carinho,
despejei meu amor por entre suas frestas
e não deixei de usá-la mais.
Agora mesmo eu a estou usando
para falar com você.
para falar com você.
(Rosy Beltrão)
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Ela sabe
“Daí ela se lembrou de como é ser forte.
Ela enxugou suas lágrimas e sorriu.
Sim, sorriu, porque ela sabe que algo melhor está por vir.
Ela sabe.”
(Tati Bernardi)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Quero um dia pra chorar
Quero um dia para chorar.
Mas a vida vai tão depressa!
Não é preciso deixar contida a tristeza,
para que a vida, que acaba quando mal começa,
tenha tempo de se acabar.
(...)
Não quero a esperança partida, nem nada de quanto regressa.
Quero um dia para chorar.
Quero um dia para chorar.
Dia de desprender-me dessa aventura mal entendida
sobre os espelhos sem saída em que jaz a minha face impressa.
Chorar sem protesto.
Chorar.
Mas a vida vai tão depressa!
Não é preciso deixar contida a tristeza,
para que a vida, que acaba quando mal começa,
tenha tempo de se acabar.
(...)
Não quero a esperança partida, nem nada de quanto regressa.
Quero um dia para chorar.
Quero um dia para chorar.
Dia de desprender-me dessa aventura mal entendida
sobre os espelhos sem saída em que jaz a minha face impressa.
Chorar sem protesto.
Chorar.
(Cecília Meireles)
Triste, porém muito belo...

