domingo, 3 de julho de 2011

Flores ao futuro

 Ficamos assim: você joga as queixas no telhado, eu ponho as manias de lado, você lava a escadaria, eu rego o jardim. Podemos varrer juntos as nódoas secas aderentes ao passado. Se você se habilita, eu me disponho, num desafio à desdita. Você acende a luz, eu desempeno o sonho, enquanto você ensaia o passo, eu troco a fita. Na mesa torta, a toalha colorida. O resto é fácil: basta mandar flores ao futuro, derrubar o muro e acreditar na vida.  Flora Figueiredo

Ficamos assim: você joga as queixas no telhado, 
eu ponho as manias de lado, 
você lava a escadaria, 
eu rego o jardim. 
Podemos varrer juntos 
as nódoas secas aderentes ao passado. 
Se você se habilita, eu me disponho, 
num desafio à desdita. 
Você acende a luz, 
eu desempeno o sonho, 
enquanto você ensaia o passo, 
eu troco a fita. 
Na mesa torta, a toalha colorida. 
O resto é fácil: 
basta mandar flores ao futuro, 
derrubar o muro e 
acreditar na vida.

(Flora Figueiredo)




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