Não há sentido:
melhor escapar deixando uma lembrança qualquer,
lenço esquecido numa gaveta,
camisa jogada na cadeira, uma fotografia;
qualquer coisa que depois de muito tempo
a gente possa olhar e sorrir,
mesmo sem saber porquê.
Melhor do que não sobrar nada,
e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
(Caio F. Abreu)
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