Amo vocês como quem escreve para uma ficção:
sem conseguir dizer nem mostrar isso.
O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra.
Por trás disso, há muito amor.
Amor louco(...) amor encabulado.
Mas amor de verdade.
Perdoem o silêncio, o sono,
a rispidez, a solidão.
Está ficando tarde, e eu tenho medo
de ter desaprendido o jeito.
É muito difícil ficar adulto.
Amo vocês, seu filho, Caio.
(Caio F. Abreu)
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