quarta-feira, 6 de julho de 2011

Querida mãe, querido pai,






Amo vocês como quem escreve para uma ficção:


sem conseguir dizer nem mostrar isso.


O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. 



Por trás disso, há muito amor. 


Amor louco(...) amor encabulado. 


 Mas amor de verdade. 



Perdoem o silêncio, o sono,


 a rispidez, a solidão. 



Está ficando tarde, e eu tenho medo


 de ter desaprendido o  jeito. 


É muito difícil ficar adulto.




Amo vocês, seu filho, Caio.


(Caio F. Abreu)





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